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20.11.2012

* Produção artesanal coloca Uruguai na rota do azeite de alta qualidade

Azeite Uruguai

fonte: http://luxo.ig.com.br/

A120 km do badalado balneário uruguaio Punta del Este, 14 fazendas de azeitona colocaram a região na rota do turismo gastronômico internacional. Concentrados na Serra dos Caracóis e na Serra de Carapé, na província de Maldonado, os solos férteis e os ventos oceânicos do leste do Uruguai dão condições para a produção artesanal de azeite extravirgem de altíssima qualidade. Além de exportar o azeite, produtores abrem suas porteiras para receber turistas interessados na degustação. 

O surgimento da rota do azeite, chamado de Ruta del Olivo, uruguaio é recente. As primeiras oliveiras foram plantadas na região há menos de 10 anos. Como o pé leva de três a seis anos para crescer e dar frutos suficientes para a produção do azeite, a maioria das fazendas está em sua segunda ou terceira colheita. E o turismo ainda é insipiente. Por não terem boa infraestrutura para receber visitantes, as degustações ocorrem de maneira bastante informal.

 

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Hoje, a microbacia produtiva uruguaia ocupa 500 hectaresde oliveirais. Para chegar lá a partir de Punta del Este, é preciso seguir por 80 km nas estradas 9, 12 e 39, que são asfaltadas, mas sem iluminação. Há ainda um trecho de terra de 11 km de muito sobe e desce pelo Caminho dos Caracóis. O trajeto passa por vinícolas, moinhos, um parque eólico e pelo povoado Éden, de 200 habitantes.

Para quem tem um bom preparo físico e uma boa bicicleta, é possível fazer o passeio pedalando na companhia de aves. Há pica-paus-do-campo, corvos, príncipes, tesourinhas, batairuçus e águias. O caminho passa também pela Lagoa del Sauce, na estrada 12, onde é possível praticar esportes náuticos e pescar. 

Uma das principais produtoras de azeite extravirgem da rota é a fazenda Finca Babieca. Comandada pela engenheira química Isabel Mazzicchelli, diretora do Instituto de Gastronomia do Uruguai, a empresa foi criada por quatro amigos espanhóis de Bilbao que viram nas terras uruguaias uma oportunidade de investimento. Em 2005, quando compraram a fazenda, o país passava por uma crise econômica que derrubou o preço das terras. Agora, exportam para os Estados Unidos e Europa e miram o mercado brasileiro.

“Para ser considerado extravirgem, o azeite tem de ter até 0,8% de acidez, mas nosso azeite não ultrapassa os 0,3%. Então, essa não é uma preocupação para nós. Aqui, o que determina a qualidade são os procedimentos”, explica Isabel. A Finca Babieca está em sua terceira colheita. Tudo é feito manualmente e o processamento é realizado no mesmo dia da colheita. “Produzimos um litro de azeite a cada 10 kg de azeitona, ou seja, aproveitamos 10%. Acima de 20% não há qualidade”, diz.

Uma vez tirados das oliveiras, os frutos são levados em pequenas caixas plásticas até o local do processamento. “Não utilizamos o sistema a granel para não amassar o fruto durante o transporte, como fazem em produções de azeite comum”, compara. Além disso, até 600 kg de azeitonas são armazenadas no mesmo recipiente, enquanto na produção de azeite comum este número pode chegar a 5.000 kg. 

No processo mecânico, sem refinamento ou intervenção química, a colheita é filtrada e amassada separadamente, por qualidade. “Em vez de um amassador que mistura qualidades diferentes, aqui temos três amassadores para garantir a pureza e não misturar com as azeitonas trazidas de fora para serem processadas aqui”, conta.

Outro diferencial da Finca Babieca é que não se usa prensa, mais barata e mais suja, segundo Isabel. Ali se utiliza uma centrífuga e depois se decanta o produto para retirar o resto de sólido. “Somos os únicos no Uruguai que faz isso”, afirma a engenheira. Segundo ela, o azeite produzido lá tem “zero defeito sensorial”, um verdadeiro deleite para os amantes do produto.

O azeite de maior qualidade é o chamado Premium, elaborado com azeitonas da variedade arbequina. Há também azeites frutados, picantes, amargos e com sabor de ervas, feitos com outras variedades de azeitona.

Serviço

A visita à Finca Babieca sai por US$ 30 por pessoa, mas precisa ser agendada com antecedência peloe.mail . O turista participa de uma aula sobre a produção, com direito a degustação do azeite, vinhos e queijos artesanais.

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Grupos a cima de 15 pessoas podem negociar um almoço com carne de caça preparado por um chef convidado. O preço varia de acordo com o cardápio escolhido. Uma das opções é uma paella com carne de coelho preparada na cozinha ao ar livre, improvisada, na estrutura preservada do antigo curral da fazenda.

Para quem vai de táxi, a viagem pode sair por cerca de US$ 400, mas os principais hotéis de Punta del Este organizam grupos e cobram cerca de US$ 30 por pessoa. Para quem vai de bicicleta, é recomendável ir acompanhado, estudar bem o caminho e ir bem agasalhado no inverno, pois os ventos oceânicos podem ser bastante intensos na região.

*A repórter viajou a convite do Conrad Punta del Este Resort & Casino 

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Comentários

Comentário feito por joão fernandes filho | 12.03.2015

Gostaria de obter o endereço eletrônico do produtor de azeite MARIO COHEN na região de Punta Del Este. Muito obrigado

Comentário feito por joão fernandes filho | 12.03.2015

Gostaria de obter o endereço eletrônico do produtor de azeite MARIO COHEN na região de Punta Del Este. Muito obrigado
PS: A página dos senhores é EXCELENTE. PARABÉNS!!!

Comentário feito por Ivan César Müller | 02.07.2015

Boa noite. Estamos planejando uma visita à fazenda a minha família, entre os dias 22 e 26 de julho, gostaria de saber da possibilidade de visitação, pois tenho interesse em investir nesta área no Rio Grande do Sul. Obrigado

Comentário feito por Anna Camara | 15.08.2015

Boa tarde, agendamos uma degustacao na vinicula Alto da Balena no dia 11/09/15 as 11:30. Seria possivel uma visita/ degustacao antes ou apos este compromisso., uma vez que ambas ficam na mesma rota?