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20.09.2012

* Azeite latino – Chile investe na produção de óleo de oliva premium

fonte: http://prazeresdamesa.uol.com.br

É costume pensar no Chile apenas por seus vinhos de grande qualidade, ou por seus frutos do mar variados, de sabor intenso, privilégio do Oceano Pacífico, que banha a costa do País. Mas a verdade é que a gastronomia chilena está crescendo e se desenvolvendo mais e mais, com investimento em novos produtos e ingredientes. Agora, além dessas iguarias que já viraram símbolo dos chilenos, nossos vizinhos latinos também produzem azeite de oliva – e de grande qualidade, a ponto de querer competir com os grandes dessa indústria, caso dos italianos, espanhóis e portugueses.


No Brasil, a importadora Hannover traz, com exclusividade, o azeite Olive & Co, da Olisur, uma das companhias a investir pesado na produção desse óleo tão usado na gastronomia. No primeiro semestre deste ano, a equipe de Prazeres da Mesa visitou a fazenda de oliveiras da companhia e acompanhou o processo de produção não apenas do Olive, mas também do azeite Santiago, o top de linha da marca.

Chegamos numa manhã extremamente fria, com céu muito azul e límpido. Ao longe, já dava para avistar as oliveiras, nos 1500 hectares plantados na região de Colchágua. “Aqui, investimos nas variedades arbequina, arbosana, koroneiki, frantoio, leccino e picual”, conta Gabriel Gundermann, gerente comercial da Olisur.

Atualmente, a empresa – considerada maior produtora e exportadora chilena de azeites nos anos de 2009 a 2011 – produz três tipos de azeite: o Olive & Co (arbequina, arbosana e koroneiki), o Santiago Premium (frantoio, leccino, arbequina e arbosana) e o Santiago Limited Edition (picual, arbosana, arbequina e koroneiki). “O Olive & Co, mais suave, é para aqueles que estão começando a apreciar o azeite de oliva”, explica Gundermann. Este, por enquanto o único a chegar ao Brasil pela Hannover (preço sugerido de R$ 23,12, a garrafa de 500 ml), é aquele tipo de óleo de oliva versátil, bom para usar todos os dias – seja para cozinhar ou para temperar saladas.

 

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Nos campos de olivais da Olisur, como este acima, 65 % da plantação é da variedade arbequina. “Uma árvore de azeitona demora cerca de 4 anos para dar frutos. A desta variedade, demora apenas 2 anos para produzir”, explica o gerente. “São azeitonas pequenas, mas em grande quantidade, ou seja, a produtividade é maior”.

Atualmente, a empresa possui cinco máquinas para colher as arbequinas, cujas plantas são menores e menos espaçadas, permitindo a mecanização do processo. As variedades italianas, como a frantoio, são colhidas com a máquina, mas com participação humana, já que as árvores são maiores. “Neste caso, usamos os ‘colibris’, colheitadeiras com a ponta fina, que alcançam as azeitonas nos galhos mais distantes”, diz Gundermann.

Percebe-se que o cuidado com as azeitonas – e com os olivais – é extremado, o que se reflete diretamente na qualidade do azeite, muito fresco e leve. “O importante é colher as azeitonas na metade de sua maturação. Quando o azeite é prensado com o fruto completamente maduro, obtém-se mais óleo, mas de menor qualidade, porque já começa o processo oxidativo”, conta Tomás Eguiguren, gerente de fábrica da Olisur, que guiou nossa equipe pelas instalações da fábrica. Na foto abaixo, vê-se o azeite recém-prensado, ainda turvo, de um verde muito vivo e brilhante.

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Em 2011, foram 1,5 milhões de litros de azeite produzidos pela companhia, com projeção de 3,5 milhões de litros para 2015. Por isso, é natural que a Olisur esteja em busca de novos mercados consumidores – e o Brasil é um dos mais promissores neste aspecto. “Este ano, pretendo trazer 60 mil litros do azeite Olisur, com previsão de dobrar esse número para o ano que vem”, diz Niels Bosner, proprietário da Hannover. “Começamos com o Olive & Co, mas a ideia é trazer os Santiago também”, garante ele. Vamos aguardar.


Conheça as variedades do azeite chileno Olisur:


Olive & Co
No nariz, tem toques herbáceos, de alcachofra, maçã e tomate. No paladar, lembra banana, ervas, é fresco e agradável. Onde usar: combina com tudo, serve para cozinhar ou finalizar pratos frescos. Como não tem amargor, não altera o sabor dos alimentos. Fica delicioso para finalizar pratos de arroz ou de pescados, e é especialmente bom para saladas, pois potencializa seu sabor.

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Santiago Premium
É mais turvo, com uma bela coloração verde-limão. No nariz, tem notas intensas de tomate, ervas, alcachofra, com retrogosto que lembra amêndoas. Na boca, é mais picante que o Olive, bem encorpado e herbal. Percebem-se mais as ervas e as amêndoas. Onde usar: fica ótimo com pratos à base de tomates, arroz ou para dar toques diferenciados a queijos, ceviche e brusquetas.

Santiago Limited Edition
No nariz, tem aromas de maçã, amêndoas, tomate verde; é muito herbáceo. No paladar, tem ligeira picância e amargor, mas é cremoso, agradável, redondo, elegante e delicado. Onde usar: para finalizar pratos, especialmente saladas e pescados. Um fio já faz toda a diferença.

O azeite Olive & Co está sendo trazido ao Brasil pela importadora Hannover, e pode ser encontrado em empórios nas cidades de São Paulo e Santos. hannovervinhos.com.br

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Comentários

Comentário feito por casa do importado | 16.01.2016

gostei

Comentário feito por Pedro | 17.02.2016

Azeite Chileno Extra Virgem BORGEL ,distribuição exclusiva do GPA é fraude,falsificado Pão de Açucar,Extra,Assai
Não é Azeite não é Extra e muito menos ,se for é de péssima qualidade,óleo