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20.09.2010

* Saiba diferenças entre azeites brasileiros e estrangeiros

Até este ano, todo o azeite de oliva virgem ou extravirgem consumido pelos brasileiros vinha de longe. Os mais próximos, da Argentina, do Chile ou do Uruguai. Os mais distantes, de Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

Mas, nesta semana, a Expoazeite, uma feira dedicada aos óleos extraídos das azeitonas, apresentou em São Paulo os primeiros produtos de origem nacional (mais precisamente do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais).

Ao contrário dos milenários azeites europeus, famosos pela consistência e pelo sabor encorpados, a novidade brasileira é suave. Segundo o produtor José Alberto Aued, responsável pela opção gaúcha Olivas do Sul, a iguaria é indicada para finalizar peixes e saladas.

A primeira leva comercial, lançada três anos e meio depois da primeira colheita, está disponível para compra apenas para a região Sul (interessados de outros locais devem entrar em contato pelo site www.olivasdosul.com.br). O preço é R$ 25 (a garrafa de 500 ml).

Já a opção de Minas Gerais, fruto de uma iniciativa de produtores do sul do Estado em parceria com o governo federal, ainda está em fase de experiências e não é comercializada.

Assim como os azeites brasileiros, seus vizinhos são conhecidos pelo frescor e pelo aroma acentuado, vejam só, de grama recém-cortada e até de maçã-verde.

Quem ensina é a degustadora e especialista no alimento Patrícia Galasini, organizadora do evento.

- Isso se deve à pouca idade das oliveiras, às características do solo e às variedades de azeitonas usadas na América do Sul.

Na Europa, onde algumas oliveiras contam com mais de 2.000 anos e ainda produzem frutos, explica Patrícia, as principais características são o sabor mais adocicado, mas também amargo ao final e, muitas vezes, com toques picantes – o que não tem nada a ver com a ardência das pimentas, mas sim com uma “cosquinha” na garganta.

- Os produtos mais maduros costumam ser mais usados para finalizar carnes vermelhas, caças. Mas azeite cai bem até com sobremesas, como chocolate amargo e frutas congeladas.

Independentemente de origem, a especialista assegura: todos são ricos em ácidos graxos (a gordura que ajuda a subir os níveis do bom colesterol e a baixar as taxas do mau colesterol) e em polifenóis, substâncias que previnem o envelhecimento das células.

- E tem mais: para perder essas propriedades, o azeite precisa ser aquecido a pelo menos 220ºC.

Os mais harmônicos

Durante o evento, encerrado nesta terça (14), mas que terá uma edição carioca na quinta (16), a comissão elegeu três produtos europeus e três sul-americanos, dentre os 40 expostos, de sabor mais harmônico. Os portugueses levaram a melhor entre os seus vizinhos, ficando com os dois primeiros lugares.

Já os chilenos ficaram com o topo e o segundo lugar do pódio, na América do Sul, seguidos pelos uruguaios. O mais interessante é que os preços variam bastante.

Enquanto o vice-europeu, da marca Portucale, costuma ser encontrado em grandes supermercados brasileiros por uma média de R$ 10, o produto sul-americano que obteve a mesma colocação – da marca 1492 – costuma custar o dobro por aqui (R$ 20).

Já os vencedores dos dois continentes, o português Azal e o chileno Longovilo, saem, respectivamente, por R$ 37 e R$ 25 (a garrafa de 500 ml).

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