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10.05.2014

* Produção portuguesa de azeite aumentou 50%

fonte: http://www.dinheirovivo.pt

Segundo estimativa da Casa do Azeite, os lagares portugueses (inquiridos numa amostra de 90%) atingiram a produção de 81,3 milhões de toneladas de azeite, entre outubro de 2013 e janeiro de 2014, o que dá um crescimento de 50% em relação à última campanha.

Mas se o universo de lagares for total, a produção poderá ir às 90 mil toneladas, o que dá um aumento de 43% em relação à produção média das últimas cinco campanhas, estima a Casa do Azeite.

Tendo em conta que os portugueses consomem 78 mil toneladas por ano, em média, verifica-se que Portugal é autossuficiente, “o que já não acontecia desde 1992”, diz a Casa do Azeite.

Mas Portugal também exporta. E, apesar do aumento significativo nos preços do azeite ao longo de 2013, as exportações, em volume, cresceram, 7,6%, para 108 804 toneladas (incluindo o azeite lampante e o óleo de bagaço de azeitona), permitindo Portugal manter--se entre os cinco exportadores de azeite embalado a nível mundial.

Em termos de valor, as exportações totais cresceram 23,8% em 2013, face ao ano anterior, para 343,7 milhões de euros. Já os azeites virgens cresceram 41% em relação a 2012, para 265,5 milhões de euros, representando em 2013 77,2% do valor total das exportações nacionais. “Estes valores confirmam, mais uma vez, a crescente aceitação do azeite português nos mercados internacionais e a excelente performance das empresas exportadoras nacionais, ainda mais tendo em conta o contexto extremamente competitivo deste sector, onde Portugal apresenta algumas desvantagens comparativamente a outros países produtores, como Espanha ou Itália, por exemplo”, diz a Casa do Azeite. Mas Brasil, EUA, Venezuela, Angola e Cabo Verde são “o ‘núcleo duro’ dos nossos destinos tradicionais de exportação”, diz a mesma instituição. Por outro lado, as exportações para Espanha e Itália, com cada vez maior expressão (45% do volume total de azei-te exportado em 2013), são, “na sua esmagadora maioria, de azeite a granel que, no caso de Espanha, estarão seguramente relacionadas com os investimentos espanhóis no Alentejo.” No fundo, a “deslocalização dos azeites produzidos em Portugal, mas produzidos e comercializados por empresas espanholas”, esclarece a Casa do Azeite.

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